Sábado cultural como había dicho.  Hasta que se siente uno de alma lavada!  Sensación deliciosa, esa.  La verdad, no sé cómo hay gente que no encuentra interesante esos paseos culturales.  Bueno, comencé por una exposición de arte brasileira, “Odorico Tavares, a minha casa baiana”, que es una colección particualar preciosísima de un periodista baiano (ya muerto), amante de las artes populares y no tan populares.  Di Cavalcanti, Manuel Bandeira, Tomy Otake, Portinari, Carybé, Aldemir Martins y muchos amigos que pintaron y obsequiaron a Odorico sus cuadros.  Esta exposición fue como un viaje por la Bahia de los años 40, 50, con todo el esplendor de la cultura de más alta calidad.   En las paredes, frases escritas por Odorico Tavares como esta que habla de Bahia y los caminos a la casa:   “Chego pra dizer que nunca fui: cada partida é uma permanência maior ao teu lado.  Estás comigo em toda parte: na dobra do manto de um santo, na voz de um sino, na matéria rica e nobre de um velho muro.  Se um momento esqueço-te, faze-te lembrar: um céu mais límpido, um sorriso de criança, um barco que desliza, o sol de um fim de tarde.  E tudo, de repente, passa a ter a tua marca de sonho.  Os teus limites estão sempre além de mim.  À minha frente, como a imagem perfeita, a tua face.  Ao menor movimento dos meus pés, em cada chão que piso, é teu contato que sinto.  Nas minhas andanças, é um pouco de teu sangue que vai comigo e regressa, de logo, ao teu corpo.  Chegando, minha cidade, reprimo-me ante o novo e o eterno de tua beleza, da beleza de teus mares, de tua humanidade, do canto da pedra de tuas velhas ruas e de tuas velhas casas.  Após a visão fatigada do mundo, repouso no teu azul”.
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