Encontro marcado com umas amigas e com Ricardo, para assistir o último do Woody Allen.  Chegou a hora e só Ricardo apareceu ao encontro.  Parece que o sonho das amigas de sair numa terça, ficou no sonho.  Ótimo.  Eu, uma beer, Ricardo, uma vitamina de morango.  Fomos para o Reserva Cultural, andando pela Paulista nesse frio gostoso de fim de tarde.  Vamos lá Cassandra’s Dream.  Para quem gosta de filmes que fazem pensar e pensar por muito tempo após sair do cinema, este é O filme.  Woody Allen na dose perfeita.  Nem muito, nem pouco.  Onde está esse limite entre o bem e o mal?  Até onde aceitar o mal como sendo o bem?  Será que é aceitável um comportamento tido como “inaceitável”, como beber demais ou jogar, se esse comportamento não põe em risco a minha vida?  Até onde eu chegaria para poder atingir meus sonhos?  Woody Allen fez um filme de questões contemporâneas, que tem tudo a ver com essa vida que estamos vivendo agora.  Materialismo versus sonhos, valores familiares e o amor interesseiro nesses tempos da dengue, porque cólera já foi!  Colin Farrell está D-MAIS no papel de bébado-jogador arrependido.  Ewan McGregor, excelente no papel de irmão mais objetivo, focado no seu objetivo de construir hotéis na California mesmo que isso signifique aceitar uma das propostas mais indecentes que nunca ninguém lhe havia feito.  Cassandra’s Dream tem trilha sonora do Phillip Glass, que entra nos momenos mais densos e que dá a sensação de estar assistindo um daqueles ótimos filmes dos anos 40-50.  Os diálogos são brilhantes e Woody Allen está mais consciente que nunca. 
 
 
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