8 de abril de 1888. 
Papel, amigo papel, não recolhas tudo o qeu escrever esta pena vadia.  Querendo servir-me, acabarás desservindo-me, porque se acontecer que eu me vá desta vida, sem tempo de te reduzir a cinzas, os que me lerem depois da missa de sétimo dia, ou antes, ou ainda antes do enterro, podem cuidar que te confio cuidados de amor.  
(Memorial de Aires, 1908.  Machado de Assis)
  
Hoje foi o dia do Senhor das Letras brasileiras.  Sim, esse mesmo, Machado de Assis.  Aquele que escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba entre tantas outras jóias.  Para mim, que não sou brasileira, tudo estava perdido até me deparar com a obra deste mestre, injustiçado e ignorado nos países de fala hispánica, talvez pela dificuldade ou falta de interés em traduzir suas obras para o espanhol.  Só sei de uma coisa, após ler Machado, a grandiosidade da língua portuguesa e todo o significado deste país, toma contornos diferentes, mais precisos, mais exatos.  Mas, por que toda esta demonstração de amor a este autor?  A excelênte exhibição “Machado de Assis, mas este capítulo não é sério”, no Museu da Língua Portuguesa é um verdadeiro convite a entrar nesse mundo machadiano, imaginando, ouvindo, interagindo, lendo, vendo, lendo e lendo!  Prato cheio para quem gosta de ler.  Prato cheio para quem curte boa literatura, design, fotos, peças raras, antigas.  Belamente montada no Museu, com certeza imprescindível para qualquer brasileiro ou estrangeiro que ainda tenha dúvidas quanto a beleza deste país e a importância da literatura nos nossos corações.
  
15 de Julho a 26 de Outubro de 2008
De terça a domingo das 10h às 17h
Sábados DE GRAÇA

 
 
 
Dividida em 11 capítulos, a mostra, que começa hoje para convidados, reúne sala de música do séc. 19, análise crítica, manuscritos e livros
 

 

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