Nada como um cineminha para botar os pensamentos em ordem, pensar na vida, ver lugares e pessoas novas.  Em várias ocasiões falei da minha paixão pela sétima arte, os diretores, atores, histórias que amo.  Como na literatura, o cinema me faz sublimar tudo aquilo que vemos de maneira flat aqui na Terra.  É como ter aquela câmara cenital que faz tomas de cima, captando tudo holisticamente.  Não é o que precisamos para entender melhor os dilemas da vida, as maravilhas da vida, a vida em si?  Começou ontem em São Paulo a 32a Mostra Internacional de Cinema.  Ótima oportunidade para rever o que já vimos (como é o caso da retrospectiva Bergman), para ver o que perdemos (Persépolis, The Darjeeling Limited, Across the Universe) e para ver o que virá.  A maratona começa hoje.  Judith e eu vamos encarar dois filmes seguidos: Nido Vacío, de Daniel Burman (argentino que A-DO-RO) e Rachel Getting Married, com a Anne Hathaway.  Também tem o novo dos Coen, o novo do Woody Allen.  Haja bolso para assistir todos!  E assim, depois de um tempo de meditação e contemplação, pensando nas surpresas que a vida traz, as vidas que se acabam e as pessoas que somem repentinamente, volto os meus olhos e os meus sentidos para aquilo que sempre nos salva: a arte!
 
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