Foi uma noite linda. 4 milhões de pessoas nas ruas e uma sensação de segurança que não é muito comum aqui nessa metrópoli cardíaca, sensação essa patrocinada pelo forte policiamento na área. Foi lindo andar pelas ruas do centro com outro feeling, o de turista descobrindo a cidade, vendo o que muitos não vêm no dia a dia e convivendo em paz com as prostitutas, as madames, os trombadinhas, os mendigos, os junkies, as pessoas de bem, os turistas e não turistas, os descolados e os não tão descolados. Clima de paz no caos da cidade. Fui à Virada sem rumo certo, sozinha e acompanhada por um grupo Couchsurfer de São Paulo, muito divertido e com doses de vodka para esquentar a noite que se esperava fria, mas que no fim deu uma trégua aos casacos. Começamos a Virada bem: Buena Vista Social Club na praça Júlio Prestes, com Ignacio Mazacote e Barbarito Torres arrebentando as cordas do alaúde cubano, esse instrumento que lembra tanto os Natais no Panamá e o Yomo Toro tocando com Willie Colón no disco Asalto de Navidad. Que saudade que deu! A Praça Julio Prestes, um dos cartões postais mais bonitos da cidade, com o pôr do sol e a Sala São Paulo de fundo, deu ao show um toque mais do que ideal para curtir o son cubano. Acabado o show, chegou a hora de ir para outros cantos, sentir o clima, ver gente e curtir outros shows. Na Estação da Luz, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico tocando Carmina Burana, espetacular! Bela oportunidade de mostrar que a música clássica também pode ser pop. Teve até bis! Da Estação da Luz, rumei em direção à Praça Júlio Prestes, ver a apresentação da Céu, nova voz brasileira cheia de feeling e charme. Gostei. Já era uma da manhã e eu estava sozinha, com muita gente ao redor. Terminei o meu tour cultural, no Viaduto do Chá, com um desfile de insetos gigantes muito loucos, seguidos do show do The Temptations. Às 3 da manhã, já não dava mais…tinha de ir para casa. Resultado: hoje estou sem voz, com dor de garganta, gripada e feliz da vida por ter ido!
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