“They were already trying not to have any thoughts about their work on the job.  In their own way they were achieving the same thing John and Sylvia were, living with technology without really having anything to do with it.  Or rather, they had something to do with it, but their own selves were outside of it, detached, removed.  They were involved in it but not in such a way as to care.” 
Zen and the Art of Motorcycle Maintenance-An inquiry into values.
 
E não é que fiquei pensando em quanta gente encara o casamento, os estudos, a sua própria vida como um modus vivendi sem sentido, dia após dia, fazendo o mesmo sem fazer verdadeiramente parte desse momento e tentando tirar o melhor dele?  A viagem só importa se realmente nos propomos sentir na pele aquilo que vem com ela…dias de chuva, raios, trovões, dias de sol, calor, paisagem exhuberante, paisagem monótona, gente e animais que se cruzam no caminho.  Senão, qual é a graça dessa aventura toda?  Não é fácil acompanhar o que vem junto, mas o mais honesto a fazer é aceitar as coisas como tem que ser, estudar o melhor caminho e tentar fazer o plano de viagem mais inteligente, mesmo que isso signifique evitar os shortcuts, ir pelo caminho mais longo às vezes ou ficar sem combustível no meio do caminho.  Ainda estou no capítulo 3, mas já estou vendo que a leitura não poderia ter vindo em melhor época.   Em 1989 fiz essa viagem pela primeira vez, com Robert Pirsig, tudo em português.  Agora, a viagem é no original. 
 
 
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