Segunda-feira dia 22 de novembro de 2010.  São Paulo amanheceu sem sol, nuvens carregadas rondam a cidade acostumada com o cinza.  O sol não queria nem aparecer.  Prefiriu esconder-se atrás das montanhas e ficar embaixo dos cobertores (como diria Carlos Fuentes).  A menina da Globo já disse.  “As probabilidades de chuva forte em São Paulo são de 90% no fim do dia”.  Mas no domingo também disseram o mesmo e tinha até lua!  Não foi o que aconteceu essa segunda-feira dia do show mais esperado do ano.  A chuva começou à tarde e não dava sinais de parar.  Havia combinado com o Rick que deveriamos chegar ao Morumbi lá pelas 8:30 da noite.  Ia dar tempo de sobra, pois o show iria começar às 9.  Ricardo me liga: “Tô na Haddock Lobo e tá tudo parado!”  Eram 7 horas da noite!  Meu Deus!  Será que não vamos conseguir chegar ao Morumbi?  Ás 7:45 estávamos ainda na Brigadeiro Luiz Antonio.  Señor, no nos abandones en este momento de desesperación!  Paulo liga, “Amor, onde vocês estão?”  Eu, “Estamos perto do estádio”.  Perto?  Yeah, right!  Nossas caras de perdidos nos delatava algumas horas.  Outras, “a gente vai chegar, vamos ter fé!”   Nove horas da noite.  Última chamada do Paulo, “Amor (porra!), estão fechando o portão 16, onde vocês estão!?”  Eu, “quase no portão 16, amor!”.  Mal sabia ele que ainda tinhamos uma corrida de 1 kilómetro até o portão.  “Vamos, Indra, Gas total!”  As minhas pernas não respondiam.  Nem as do Rick.  Acho que tenho que começar a mexer o corpo…tô em péssimas condições físicas!  Chegando ao portão, ainda não estava tudo acabado.  Ainda me esperava o tombo do ano, com direito a ralação do cotovelo no chão de cimento.  Oh Deus, só faltava essa!  Eu e o Paul no chão.  Sim, porque ele também havia levado um tombo ao sair do palco no dia anterior.  Mas não era isso que iria tirar a emoção de ver a turnê Up And Coming de Paul McCartney!  Nove e quinze, finalmente, encontramos com o Paulo.  Foi um LONG AND WINDING ROAD até chegar!  Mas tudo o anteriormente descrito valeu a pena. Entramos ao estádio, área vip, tudo lindo, público lindo, telões enormes e de uma qualidade de dar inveja ao U2.  Estávamos dentro.  Enfim no show!  Paul McCartney esbanjando simpatia e carisma, arrasando no português com ótimo sotaque.  Me disseram que estava chovendo, mas eu não senti.  Era tanta a emoção de estar ali dentro, vendo um dos responsáveis pela história do rock&roll, que eu nem sentia os pingos d’água na minha cabeça.  Se choveu, não percebi.  Momentos memoráveis foram muitos.  The Long and Winding Road, Strawberry Fields, Let it be, Yesterday, Live and Let Die.  Show de pirotecnia, explosões, luzes de infinitas cores, telões com imagens espetaculares dos Beatles, celulares recriando as velas dos anos 80.  Deu um visual espetacular!  Posso dizer que o show do Paul McCartney foi o melhor show que eu já tive oportunidade de ver.  Long live Paul and long live Rock&Roll!

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