Esse ano comecei vivendo, comecei escrevendo.  Tudo começou quando o Miró (meu irmão poeta pernambucano) me mostrou um folheito sobre umas oficinas de escrita e leitura na Casa das Rosas.  Como proposta: incentivar jovens e adultos a produzir textos e refletir sobre a sua maneira de escrever, refletindo sobre o sujeito e a forma textual, levando em conta o leitor e a sua inserção no círculo de autores.  Fui, me inscrevi e cá estou, já inscrita e já escrevendo.  O projeto chama-se Escrevivendo, Oficinas de Escrita e Leitura para o Cotidiano com Interface para Blogagem.  Me pareceu interessante e já que eu tenho blog, nada melhor para ir aprimorando a técnica da escrita e da leitura.  Uma coisa não pode viver sem a outra.  Às vezes penso que ler é escrever, mas outras penso que escrever é ler.  Talvez sejam as duas tão próximas, que não podem viver a uma sem a outra. 

Na primeira aula com a professora Karen Kipnis, a apresentação dos participantes foi o que fez o dia.  Gente jovem de todas as idades, alguns, como eu, estrangeiros (França e Espanha), gente de diferentes classes e origens.  Gente que tem como paixão a escrita e a leitura.  Todos tivemos que escrever num papel 5 viagens inesquecíveis, que tenham marcado as nossas vidas.  “E se a gente nunca viajou para fora?” perguntou uma.  “Eu não disse se a viagem era para fora ou não.  Podemos viajar na nossa imaginação também”, disse a Karen.  Mas o que é uma viagem?  Ela não se limita ao espaço físico.  Eu viajo na leitura, viajo no teto da Casa das Rosas.  Me transporto a lugares e a tempos nunca antes visitados por mim.  Viajar!  Adoro viajar.  A minha viagem marcante foi a viagem que fiz para Hydra, Grecia, com o Paulo.  Definitivamente um marco em minha vida.  Ver e sentir tanta história, sentir a dificuldade que é não falar uma língua (o grego) e perceber o carinho que pode partir de gente que nunca vimos antes.  Realmente uma viagem e tanto! 

É isso que estarei fazendo nos meus sábados das 10 às 13.  Escrevivendo e contando.

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