Sim, andei meio sumida.  Aquilo que sempre odéio ver nas outras pessoas chegou a instalarse por um tempo que já cortei.  Não gosto de não ter tempo para escrever, ler, olhar, escutar, viver.  Hoje é o dia.  Vinte e duas horas, o som da chuva forte batendo na porta de vidro, os prédios no horizonte se escondem atrás da neblina.   Prometi que esse fim de semana iria matar a saudade do cinema, uma das minhas paixões.  Ontem fui assistir Em um Mundo Melhor (In a better world), Oscar de melhor filme estrangeiro 2010.  Um filme sem excessos sobre a vida duas famílias que se cruzam para enfrentar a morte, a separação, a amizade, o rancor, o perdão, a importância de saber lidar com questões humanas.  Filmado em locações espetaculares da Dinamarca e em Kenya, Em Um Mundo Melhor é um filme que faz refletir sobre a importância dos pais na formação dos filhos e os seus conflitos humanos tantas vezes negligenciados por pensarem que são “coisa de criança”.   Fiquei pensando que para o Oscar de melhor filme estrangeiro, Biutiful também estava sendo nominado e, coincidência ou não, o tema também era a relação de um pai com os seus filhos, espetacularmente representado por Javier Bardem, mas com um tom mais doloroso, mais de cortar o coração.  Só de lembrar do filme já fico com vontade de chorar.  Biutiful é um filme que chega fundo no coração. 

Outro filme que assisti foi Un Profèt, do diretor Jacques Audiard.  Não é um filme fácil, pois as cenas de violência são cruas, mas é uma aula de cinema que te leva a pensar como é bom ter a oportunidade de ver filmes de qualidade.   Un profèt é uma viagem ao inferno das prisões e da vida dos outsiders, aqueles que ninguém quer ver, nem ouvir, nem sentir.  Não foi por acaso que foi nominado a melhor filme estrangeiro no Oscar, , Sundance e Golden Globes. 

Pronto, agora que já estou back on the road again, não posso parar.  E o seguinte filme vai ser…

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