Se há algo que me emociona nas artes é o cinema.  Alimento do espíritu, passaporte para o mundo, reflexo da percepção de alguns gênios que nos levaram a acreditar que nem tudo nessa vida é guerra, dor, injustiça.  O cinema de autor, então, é a verdadeira janela que nos mostra o mundo com um olhar diferente que nos faz pensar nas outras possibilidades da vida, da sociedade.  É assim que o sinto e é por isso que o amo.

Um dos meus diretores, ou melhor, autores favoritos é o Federico Fellini (1929 – 1993).  Esse mesmo que com imágens oníricas nos leva a pensar no circo que é a vida.  Fellini revolucionário.  Fellini libertário.  Fellini crítico.  Federico provocador.  Fellini da vida!  E é nessa ambientação que fui ver a exposição Tutto Fellini no Sesc Pinheiros.  Mais uma oportunidade de ver de perto a obra desse gênio criador de La Strada, La Dolce Vita, Noites de Cabíria, , Roma.  Quem senão ele poderia ter filmado Roma e Italia do jeito que ele o fez.  Quem senão ele poderia traduzir melhor o significado da família, do amor, das desgraças humanas.  E o Fellini homem, como não se apaixonar por esse amor que ele e Giullieta Masina tiveram.  Uma inspiração para qualquer um que, como eu, ama.  Iniciou a carrera como caricaturista de jornais satíricos e nos anos 40 começou a colaborar em vários roteiros.  Amigo de Roberto Rossellini, foi assistente de direção de Roma cità aperta (1945), antes de passar a ser diretor (1950) com Luci del Varietà.

Ainda não vi todos os Fellinis, mas já assisti alguns dos melhores e posso dizer que A Strada é uma aula de cinema.  Luz, atuação espetacular de Giullieta Masina e Gregory Peck, roteiro, tuto Fellini!

A exposição fica em cartaz no Sesc Pinheiros até 16 de setembro de 2012.  De terça a sexta, das 10:30 às 21:30.  Sábados, domingos e feriados, das 10:30 às 18:30.  Vale muito a pena.

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