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Lá por 1985 as paredes de São Paulo estavam tomadas por uma arte bem peculiar, saída das histórias em quadrinhos, mas com personagens que remetiam às cenas da vida cotidiana.  Rua da Consolação, avenida Paulista, a passagem subterrânea da Consoloção, algumas ruas da Vila Madalena, que naquele então era chamada de Pinheiros, tinham estampados nas paredes frangos, pin up girls, corpos voluptuosos, bocas que beijavam, cupidos que nos encantavam.  Era Alex Vallauri que fazia da cidade sua tela e nós seus espectadores.  Lembro que o cinza de São Paulo mudou de côr com Vallauri.  Agora, com a saudade de uma cidade onde os artistas começavam no meio do povo, vem a exposição de Alex Vallauri no MAM (Museu de Arte Moderna).  Toda a sua produção gráfica está lá, para ser lembrada e revisitada.

Aproveitando, a ida ao MAM, não dá para não ver Lady Warhol.  Imágens clicadas pelo fotógrafo Christopher Makos (foi assistente do grande fotógrafo Man Ray) como parte do projeto concebido por Warhol tomando como inspiração o surrealista Marcel Duchamp.  Aqui, o limite entre o que é feminino e masculino é ultrapassado e Warhol, mais do que trasvestido de mulher, assume sua postura masculina, com um “twist” feminino, desafiador e mundano.  Quem disse que homem não pode ser um pouco mulher?  Quem disse que a mulher não pode ser um pouco homem?

MAM (Parque do Ibirapuera, Portão 3). Telefone 5085-1300.  10h às 17h30. R$ 6. Até 23/6.

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